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Desde agosto de 94, um Macintosh Plus (um dos primeiros modelos da linha apple) trocou de atividade. Deixou seus afazeres de editoração eletrônica para se aliar a uma profissão pouco conhecida no país: agente literária.
Com esse computador, Marisa Moura deu início a um trabalho, sonhado desde que começou a fazer mestrado em marketing cultural, há três anos. Teve a idéia de usar um Mac para digitalizar livros de agenciados e levá-los a editoras interessadas em publicá-los.
Como seu Mac tinha memória RAM insuficiente para agüentar tantas obras, Marisa partiu para um Power Macintosh, mais robusto, e deixou seu velho Mac para receber e enviar mensagens de fax.
Cores
Outras ferramentas que a agente literária não dispensa são scanner de mesa colorido e uma impressora jato de tinta. Os três equipamentos são seu "braço direito".
Inicialmente, Marisa digitaliza livros com o scanner para preparar textos e enviá-los para a editora.
Caso o projeto de edição do livro seja aceito, a agente se encarrega de levar à editora o livro em disquete. Tudo porque no Mac os arquivos ocupam pouco espaço.
Um livro infantil como A Princesa Raga-Si, de José Arrabal¹, ocupa 9 kbytes. Romance infanto-juvenil de Romilda Raeder, por exemplo, tem 100 páginas, que viram 140 kbytes em um disquete de 3,5 polegadas.
A idéia de usar um scanner é antiga. Foi pensada para organizar um banco de dados dos autores, com artigos, currículo e textos inéditos. Os tradicionais agentes literários ainda carregam os livros de seus agenciados debaixo do braço.
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