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Graças ao esforço individual de alguns editores e agentes
literários, autores e livros brasileiros conquistam espaço no
cenário internacional. Embora ainda tímidos, os resultados indicam
que as vantagens obtidas com a exportação vão além de ganhos
financeiros. Entre outros benefícios, a operação no comércio
exterior possibilita a divulgação internacional da cultura e do
conhecimento produzidos no País e a conquista de know-how
operacional, beneficiando todos os elos das cadeias produtiva e
criativa do livro
José Mauro Vasconcelos é responsável por uma das mais
impressionantes façanhas já alcançadas pelo mercado editorial
brasileiro no Exterior. Em 2003, Meu Pé de Laranja Lima, o
título mais popular do autor, falecido em julho de 1984, foi
publicado na Coréia em forma de quadrinhos. A edição, bem cuidada e
com 224 páginas ilustradas, é a demonstração inequívoca de que a
literatura e o livro produzidos no Brasil têm espaço no mercado
internacional. Desde que algumas variáveis sejam bem compreendidas
por quem deseja ingressar nessa atividade, difícil e complexa, porém
promissora.
A lição número um ensina que para abrir caminho e obter bons
resultados no mercado externo é preciso ter paciência e
persistência. Barreiras como a língua, o desconhecimento do País e
da cultura local, a pouca tradição da literatura nacional no
Exterior e a falta de uma política pública de apoio às exportações
da cadeia editorial apenas reforçam a tese de que se trata de um
investimento de médio e longo prazo. Mas não é isso. A inexistência
de uma ação política para exportar significa, também, a falta de
apoio financeiro, coisa que outros setores produtivos, sobretudo o
do agronegócio, já conquistaram. Portanto, o editor e o agente
literário que optarem pela exportação terão de colocar recursos do
próprio bolso para viabilizar as negociações.
A despeito dos entraves, o mercado editorial não pode prescindir do
comércio exterior. Em tempos de integração e de globalização, essa
atividade é vista como uma questão indispensável e estratégica para
governos e empresas. Em linhas gerais, atuar no comércio exterior
significa ampliar o mercado; escoar excedentes de produção,
otimizando o uso de equipamentos e de recursos humanos; fortalecer o
capital de giro e melhorar os indicadores de qualidade produtiva e
operacional, na medida em que há um aprendizado intenso das melhores
práticas comerciais, intrínsecas às exportações.
E, se essas razões ainda não são suficientes para convencer uma
empresa a exportar, não custa lembrar as cifras movimentadas pelo
comércio internacional em 2004: mais de U$ 6 trilhões. Desse total,
as exportações brasileiras ficaram acima de U$ 96 bilhões.
Desbravando o mercado
A experiência da Editora Melhoramentos talvez seja o exemplo mais
bem sucedido de um modelo planejado e estruturado, mesmo sem apoio
governamental. Pioneiramente, a editora começou a montar sua
estratégia de exportação há mais de 20 anos, apostando em duas
vertentes: a venda de direitos autorais e a exportação de livros
acabados, de maior valor agregado. E obedeceu a princípios sagrados
aos exportadores, como conhecimento do mercado almejado, definição
do produto oferecido e estabelecimento de contatos com o potencial
comprador.
“A mecânica é basicamente a mesma. O editor ou agente literário
precisam conhecer o mercado alvo e, a partir daí, definir os
produtos oferecidos. Antes, porém, o passo mais importante é criar
vínculos e manter relacionamento constante com os editores no
Exterior”, diz Breno Lerner, diretor geral da Melhoramentos. A obra
de Vasconcelos, da qual é detentora dos direitos de publicação, é
seu maior programa de exportação, seguida de Ziraldo. “José Mauro
foi traduzido para 32 línguas e publicado em 19 países, enquanto o
Ziraldo em 11 países e 9 idiomas”.
Ísis Valéria Gomes, especialista em programa de incentivo à leitura,
que representa a Câmara Brasileira do Livro (CBL) no Vivaleitura,
funcionária da Melhoramentos à época, diz que um dos trunfos da
empresa foi identificar com rapidez o tipo de produto que iria
exportar. Ao perceber o potencial para o livro acabado no mercado
externo, a editora, que já exportava cadernos e serviços gráficos,
logo entendeu que o caminho era a literatura infanto-juvenil.
“Começamos traduzindo a coleção Gota de Mel, um trabalho
primoroso, com mais de 500 ilustrações feitas à mão. A partir daí,
intuímos o que seria bom oferecer e criamos um catálogo específico
para o mercado externo. Montamos bonecos de produção, apresentados
em viagens periódicas que o José Carlos Neves – gerente da área na
ocasião – mostrava aos editores estrangeiros. Vendemos bastante a
partir desta estratégia”, conta Ísis.
Em 1987, por meio de uma solicitação espontânea do governo mexicano,
a editora vendeu também dois livros de seu catálogo interno. Um
deles, Bichos da África, escrito por Rogério Andrade Barbosa
e ilustrado por Ciça Fitipaldi, não havia sido lançado no Brasil
quando foi comprado pelo México. “Conseguimos, talvez, nossa
primeira proeza: exportar um livro ao mesmo tempo em que ele era
lançado aqui”, avalia a consultora. Até então apenas a Melhoramentos
tinha condições operacionais e financeiras para realizar a
exportação de livros acabados. “Era, como continua sendo, uma
atividade que exige um bom fôlego financeiro, porque demanda
investimentos em viagens para atender clientes prospectados e a
prospectar, participar de feiras internacionais, traduzir e imprimir
amostras de produtos e catálogos específicos. Além disso, depois de
fechado o negócio, é preciso ter uma prática muito grande em
exportação.”
Porém, ela ressalta, ultrapassada essa fase, o processo entra em um
ritmo mais fluido. “Já foram vendidos mais de 500 mil exemplares da
coleção Bichos da África para o México que continua
comprando. E esse é o objetivo: uma vez editado, o livro é
recomprado.”
Lerner diz que para chegar a este estágio o editor precisa investir
muito na exposição do produto. Embora essa tarefa seja, hoje, mais
fácil do que há 20 anos, graças às mídias eletrônicas, manter
contatos pessoais com o editor estrangeiro ainda é imprescindível.
“Obviamente, o trabalho ficou mais simples com a internet. Mas quem
quer exportar não pode deixar de participar de eventos
internacionais nem de fazer viagens constantes ao Exterior”, acentua
o diretor da Melhoramentos, que participa de todas as feiras
internacionais organizadas pela CBL. “Elas são, ainda, a principal
vitrine para acessar as exportações. Graças a elas abrimos
relacionamentos com editores estrangeiros, mostramos nossos autores,
nossos livros e, principalmente, conhecemos um pouco melhor os
mercados para os quais desejamos exportar.”
Porém, o trabalho de prospecção, avisa Lerner, não se encerra nesses
eventos. Antes e depois ou mesmo fora desses períodos é importante
manter visitas constantes aos editores. “Nestas oportunidades,
mostramos nossos livros e, quando é possível, apresentamos os
autores. Até que as primeiras vendas surjam, seja de direitos
autorais ou dos próprios livros.”
Visão comercial
Lucia Riff, dona da BMSR, uma das maiores agências literárias do
País, que trabalhou com a mítica Carmen Barcells, espanhola que
introduziu a profissão nos países ibéricos, vê hoje condições um
pouco melhores para os autores e livros brasileiros no Exterior. Mas
o mérito, salienta ela, é exclusivamente dos profissionais do
mercado que dedicam muito tempo e dinheiro ao esforço exportador.
Lucia, que agencia cerca de 50 autores – entre eles, Erico e Luiz
Fernando Veríssimo, Lygia Fagundes Telles, Lya Luft, Mario Quintana
e Carlos Drummond de Andrade – diz também que uma postura pró-ativa
é a única forma de melhorar a participação brasileira no mercado
internacional. “Não dá para esperar que os contratos surjam, que os
pedidos caiam do céu. Conseguiremos vendas para o Exterior na medida
em que nos esforçarmos, que tivermos uma mentalidade vendedora.”
Para ela, isso significa investir em boas traduções, confeccionar
catálogos específicos e apresentar trechos da obra no idioma do
editor ou, pelo menos, em Inglês. “Basta olhar o mercado
norte-americano e ver como eles trabalham. Para chegarmos ao nível
deles será necessário um bocado de dinheiro e de disposição. Mas, de
qualquer maneira, há um modelo bem estruturado e sistematizado.
Recebemos diariamente resenhas e catálogos dos autores ligados ao
mercado dos Estados Unidos. Se o escritor espirra, todo mundo fica
sabendo”, brinca a agente, para quem o Brasil precisa fazer um
movimento semelhante. “E ele deve ser constante, permanente, indo
além das feiras internacionais, que são sem dúvida muitíssimo
importantes, mas não o único canal para a exportação.”
No cenário de dificuldades, a tradução é apontado como um dos pontos
cruciais para a expansão da participação do mercado editorial
brasileiro no Exterior. E a questão não se limita aos custos. Falta
um modelo que privilegie o trabalho dos tradutores de obras em
Português para outros idiomas. “Há alguns em que poderíamos nos
basear, se houvesse um programa de incentivo à tradução”, diz Lucia.
Ela cita, entre eles, o da Irlanda, que inclui uma espécie de bolsa
para os tradutores de Língua Irlandesa espalhados pelo mundo. “Eles
convidam tradutores a passar um mês no País, para se aprimorar e
atualizar na língua.”
A agente literária Marisa Moura, da Página da Cultura, concorda e
ainda ressalta que para enfrentar a concorrência agressiva será
preciso melhorar a forma de apresentação do produto editorial
brasileiro. “A editora estrangeira tem, literalmente, à mão todas as
informações de que um comprador de direitos possa precisar.”É um
material completo de vendas, com o detalhamento de tudo o que
aconteceu com o livro, da sinopse e público leitor até trechos da
obra, na maioria das vezes em Inglês, mas também em Espanhol e
Francês. “Sempre achei que o material que levávamos aos editores
internacionais era, no mínimo, muito humilde.”
Assim como apontou Lucia Riff, a dona da Página da Cultura também
cita a mobilização destes editores em torno de todos os elos da
cadeia do livro como um diferencial competitivo. A maioria tem um
departamento único de direitos autorais para atender os
estrangeiros, mantém um profissional dedicado às feiras
internacionais, responsável pelo recolhimento de informações e
formação de um cadastro, permanentemente atualizado, com contatos no
mundo inteiro. “É por isso que recebemos todas as informações de
lançamentos a desempenho da obra em cada mercado,
ininterruptamente”, diz a agente, para quem o Brasil, devagar,
começa a despertar para esses aspectos.
Também a tradução dos livros afeta o desempenho da indústria
editorial, determinando, eventualmente, a recusa de uma obra,
segundo ela. “Vivi situações em que o editor ficou apaixonado pelo
resumo em Inglês, mas não fechou o contrato porque não havia um
volume maior de texto traduzido.”
Esse tipo de deficiência gera uma vantagem para as agências
estrangeiras que traduzem as obras editadas em Português, como a Dr.
Ray-Güde Mertin e Anne Marie Vallat. Elas oferecem a tradução no
pacote, apresentando o autor brasileiro na língua e no formato
desejado pelos editores. O diferencial, porém, pode ser um trunfo
para os agentes brasileiros. Lucia Riff, que tem parceria com estas
duas empresas, vem colhendo bons frutos. Muitos dos escritores
agenciados pela BMSR conquistaram espaço no mercado internacional.
Luiz Fernando Veríssimo, por exemplo, já foi vendido para quase 20
países.
Por outro lado, diz Marisa, nem mesmo o Programa de Apoio à Tradução
de Autores Brasileiros, do Governo Federal, executado pela Fundação
Biblioteca Nacional, atende esta demanda do Brasil por tradutores. O
programa, que prevê a concessão de uma bolsa de U$3 mil a editoras
estrangeiras interessadas em publicar obras de autores brasileiros
inéditas em seu idioma, ainda não surtiu os efeitos desejados. “Acho
que falta divulgação. Muito editor brasileiro não conhece este
patrocínio. A iniciativa deveria ser mais propagada entre as
entidades que congregam editores no Brasil e no mundo”, avalia.
Novos nichos, bons canais
O diretor da Melhoramentos pondera que não existe receita para o
sucesso no comércio exterior. “Não posso dizer que na Alemanha os
editores gostam de um gênero e na França, de outro.” Ainda assim,
diz Lerner, o mercado editorial brasileiro deve ficar atento a
alguns detalhes, que facilitam a vida de quem quer exportar. Um
deles é a recente abertura do Brasil a mercados tradicionalmente
refratários à literatura nacional. “O fato de existir um Paulo
Coelho nos ajudou muito, porque ele nos colocou no mapa editorial
mundial. O trabalho de entidades como a CBL, que há 30 anos organiza
a participação brasileira em feiras internacionais, também. Isso
chamou a atenção dos editores internacionais para o Brasil e nós
devemos aproveitar essas oportunidades.”
A abertura, no entanto, não significa colocar o autor e o livro
brasileiros em todos os mercados. É preciso considerar aspectos como
cultura local e perfil do leitor potencial. “A nossa literatura
infantil é muito bem aceita no mundo inteiro. A Ruth Rocha, por
exemplo, é idolatrada no Exterior. Já o nosso livro juvenil causa
estranhamento lá fora”, diz Lerner. Ele explica que isso acontece
porque essa literatura tem uma linguagem considerada muito adulta
para os padrões de países da Europa e da América do Norte. “O jovem
europeu, por exemplo, lê volumes de texto muito maiores do que os
brasileiros, porém como uma cultura mais inocente.”
Nesse sentido, um bom caminho para abrir espaços no mercado
internacional é investir em nichos. Foi esta a aposta da Cortez
Editora, que entrou no mercado externo ao participar da Feira de
Guadalajara. “Este é o sexto ano consecutivo que participamos dessa
feira e ela já nos rendeu frutos”, diz José Xavier Cortez. Ao
decidir exportar, a editora focou em duas frentes: o mercado
latino-americano e a área de serviço social, um dos pontos fortes do
seu catálogo.
Para tanto, Cortez criou a coleção Biblioteca Latinoamericana de
Servicio Social, com 11 títulos brasileiros traduzidos para o
Espanhol. “Começamos pelo Serviço Social porque o Brasil é, hoje, o
principal produtor de conhecimento na área em todo o continente”,
salienta Cortez. A identificação desse nicho, conta, deveu-se à
sensibilidade da editora em perceber um aumento da participação de
latino-americano nos cursos de mestrado e doutorado no Brasil.
“Havia uma demanda pela tradução dos autores brasileiros estudados”,
aponta Cortez, que exportou livros para o México, Guatemala e,
agora, firma um acordo com um grande distribuidor para levar suas
obras para a Colômbia, Venezuela, Equador, Peru, Argentina, Bolívia,
Costa Rica, Honduras, Nicaraguá, Chile, Porto Rico e República
Dominicana.
O mesmo modelo foi adotado para a literatura infantil editada pela
Cortez no mercado interno em 2004, mas já com vistas à América
Latina. Por isso, dos 30 títulos publicados até agora, 12 já foram
traduzidos para o Espanhol. “Percebemos um interesse muito grande
pelo autor infantil e pelo ilustrador brasileiros, não só pela
qualidade do trabalho como pela semelhança da temática, pois estas
obras têm foco na questão social.”
Ísis entende que a adequação do catálogo ao cliente só é possível
quando o editor direciona seu olhar para a produção externa. Em
muitos casos, diz a consultora, os títulos atendem o mercado
nacional, mas também há aqueles adequados a outras realidades, povos
e culturas. “O livro Águas Doces no Brasil (Escrituras
Editora), coordenado por Aldo da Cunha Rebouças, descreve todas as
bacias de água doce do País. Não há nada mais precioso, hoje, do que
a água. Se uma editora brasileira tem um título como esse, ele
interessa ao mundo.” Ela acrescenta que este modo de produção é
empírico para quem quer exportar. “O editor pode até colocar alguns
títulos no Exterior, mas será apenas obra do acaso.”
Além disso, para exportar é necessário pensar como o comprador
estrangeiro. E, assegura Ísis, a partir daí encontrar soluções para
colocar o livro em evidência na vitrine internacional, por meio de
cinco canais de comercialização: as grandes lojas de departamento
internacionais, que compram os produtos diretamente dos
fornecedores, as cadeias de livrarias; os editores estrangeiros, que
importam os livros prontos e acabados para incluir em seu catálogo;
a venda de direitos autorais; e a participação em programas
governamentais que abastecem bibliotecas e órgãos públicos ligados
às áreas de Educação e Cultura. “Não é fácil abrir estes canais e,
mesmo depois de conseguir, o editor deverá manter os investimentos
na qualidade do serviço, sob pena de perder o cliente”, destaca.
Dez vezes mais
Cortez acha que se houvesse uma política pública de apoio às
exportações o mercado editorial brasileiro poderia vender muito
mais. “Mesmo assumindo todos os custos sozinhos, conquistamos fatias
importantes do mercado latino-americano. Isso prova que, com apoio,
o livro brasileiro teria todas as chances de crescer no Exterior.”
Para ele, não são apenas os editores, agentes literários e
escritores que perdem com a baixa participação do Brasil no mercado
internacional. “O melhor suporte para divulgar a inteligência do
País, ainda é o livro. O mundo ignora nossa produção intelectual.”
Lerner compartilha a opinião e avalia que, mesmo quando as
exportações não apresentam grande rentabilidade, o mercado exterior
é um bom negócio, porque exportar traz sempre um aprendizado. “O
comércio internacional nos obriga a um padrão de qualidade
diferenciado, nos ensina a vender com competitividade e, sobretudo,
a nos relacionarmos com os parceiros com muito profissionalismo.”
Prova disso, acentua, é o fato de que o editor que opera no mercado
exterior aprende a fazer a pré-venda. “O editor que vai a uma feira
internacional com o livro debaixo do braço não existe mais. Na era
da informática, antes de sair do seus país ele já mandou uns 500
e-mails, apresentou trechos traduzidos do livro, agendou
reuniões de trabalho.” O mais importante, salienta, é que este
know-how, depois, é levado ao mercado interno.
Para Lucia Riff, o Brasil tem de tirar proveito da qualidade da sua
produção literária e continuar apostando no mercado externo, a
despeito das dificuldades. “Em um país ideal é evidente que haveria
um trabalho do poder público, de todas as nossas embaixadas, de
todos os nossos adidos culturais para valorizar os autores e livros
brasileiros. Mas não podemos esperar o poder público”, diz a agente.
“A este esforço devem se juntar as editoras. Algumas já fazem isso.
Vão às feiras internacionais, falam sobre seus autores e nos
repassam o contato.” Foi assim que Lucia vendeu para a Iugoslávia a
obra A casa das Sete Mulheres, da Leticia Wierzchowski.
“Sergio Machado, da Record, comentou sobre o livro da Leticia com a
editora iugoslava; ela se entusiasmou e me procurou.”
Falta também uma mobilização maior do setor para viabilizar e
aumentar a escala das exportações. Para editores e agentes ouvidos,
esta mobilização deveria ser feita no âmbito institucional, sob a
coordenação de entidades como a CBL e o Sindicato Nacional dos
Editores de Livros. Ísis sintetiza a opinião: “Pelo know-how,
pelo tempo em que estão no mercado, pelos associados, pela
participação nas feiras internacionais, acredito que estas duas
entidades têm força para articular este projeto”, finaliza. |